Van Gogh.

CONTROVERSO,

mas um gênio do pós-impressionismo

Controverso, mas de uma criatividade visceral. Profundo e intenso, mas considerado um “louco” por muitos. Nascido em 30 de março de 1853, Vincent Van Gogh é tido um dos maiores gênios do movimento pós-impressionista, embora o holandês tenha falecido com apenas um quadro vendido, aos 37 anos.

Ao longo da vida, acumulou histórias e opiniões polêmicas e sua instabilidade psicológica que beirava a insanidade ganhou destaque. Já em 1878, acumulava tentativas frustradas de ingressar em três diferentes profissões: tentou ser negociante de arte, professor e livreiro. Frustrações a parte, logo uma depressão severa o assolou durante tempos. Só depois de muito pesar resolveu então ouvir o seu amigo, confidente e incentivador, Theo, seu irmão: decidiu virar um artista aos 27 anos de idade.

Gênio incompreendido

Completamente ciente da linha tênue que o separava da realidade e insanidade, Vincent escrevia uma série de cartas sobre seus medos, alucinações, apreensões – os problemas psicológicos culminaram no famoso episódio em que o pintor corta a sua própria orelha.

Essa melancolia e intensidade de sentimentos se refletiram em seus quadros, que carregam um turbilhão de sensações, experiências, cores e interpretações. O talento de Van Gogh inspirou gerações na arte e na vida – hoje ele se tornou referência por traduzir um universo de possibilidades em suas telas.

A maioria de suas obras se encontra no Museu Van Gogh, em Amsterdã, na Holanda, seu país natal.

Le Café de Nuit

Uma delas, chamada Le Café de Nuit, inspirou o nome de nossa agência, Lamartine. O nome em francês remete à localização do quadro, pintado em Arles, uma comuna francesa ligada ao Mar Mediterrâneo na região de Provence.

A cidade pode ser vista nos quadros de Van Gogh, assim como outras partes do sul, no amarelo alaranjado dos girassóis ou no lindo céu azul tão característico das obras do pintor.

“Está fazendo um calor glorioso, sem vento, que me cai muito bem. A luz do sol é uma luz que, por falta de uma palavra melhor, só posso chamar amarela. É um amarelo pálido, de enxofre, de limão siciliano, de ouro. Como o amarelo é lindo! Ah, eu queria que você um dia pudesse ver e sentir o sol do sul” – escreveu Vincent ao seu irmão Theo em uma carta de 1888.

No quadro Le Café de Nuit, o pintor retrata o café de La Gare, ainda hoje famoso depois essa aparição estrelar em sua tela: charmoso, o local costuma estar sempre cheio de curiosos turistas que desejam conhecê-lo. O café está situado na praça Lamartine.

Cores e elementos do quadro

De acordo com a Yale University Art Gallery, onde a obra original está situada, Van Gogh usou o contraste de cores para expressar “as terríveis paixões da humanidade” encontradas em suas andanças no calado da noite.

As cores, segundo o pintor, ainda guardavam uma qualidade intrigante ao anoitecer. Ele chegou a contar que quis demonstrar, no quadro, as sensações que os tons que presenciava no café o proporcionavam: “As roupas brancas do dono do café, vigiando um canto deste forno, tornam-se amarelo limão, verde pálido e luminoso.”.